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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Plataformas petrolíferas

Mäyjo, 12.06.18

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Várias plataformas petrolíferas situam-se nas águas do delta do rio Yangtze, no leste da China.
Desde 2015 que a China é o segundo maior país consumidor de petróleo do mundo, a seguir aos Estados Unidos.
A sua população consome pouco mais de 12 milhões de barris de petróleo por dia, ou seja, 13% do total mundial.
 
Fonte da foto: DigitalGlobe

DERRETIMENTO DO GELO ÁRTICO ABRE NOVO CANAL DE NAVEGAÇÃO PARA TRANSPORTE DE PRODUTOS PETROLÍFEROS

Mäyjo, 25.10.15

Derretimento do gelo árctico abre novo canal de navegação para transporte de produtos petrolíferos

Numa ação que ignora ostensivamente os impactos das alterações climáticas, as empresas de navegação e transporte de mercadorias estão a aproveitar o derretimento do gelo do Árctico para encurtar as rotas de transporte de produtos petrolíferos.

Recentemente, a japonesa Mitsui O.S.K. Lines revelou planos para criar a primeira rota de navegação através do Árctico, que deverá estar operacional em 2018. A empresa irá transportar principalmente gás natural liquefeito desde a Rússia para os mercados europeus e asiáticos, utilizando três cargueiros quebra gelo que serão construídos especificamente para esta rota do Ártico. Espera-se que a nova rota encurte o tempo de transporte em 10 dias. A rota actual é feita através do Canal do Suez, refere o Inhabitat.

Nos últimos tempos, a região do Ártico tem estado nas atenções internacionais. O degelo das calotes polares que acontece a um ritmo acelerado, devido ao aquecimento global, permite a passagem de cada vez mais navios por zonas antes inavegáveis devido ao gelo. Em 2013, 71 cargueiros atravessaram o Árctico entre a Europa e a Ásia. Em 2010, apenas quatro navios o fizeram.

O derretimento das calotes permite também que estas áreas agora livres de gelo sejam exploradas comercialmente, nomeadamente ao nível da prospecção petrolífera. O Árctico armazena 22% das reservas de gás e petróleo mundiais por explorar, o que coloca a região sob duas ameaças: as alterações climáticas e o interesse económico.

Foto: Bernt Nielsen / Creative Commons

OS PRÓS E CONTRA DO PETRÓLEO BARATO

Mäyjo, 02.10.15

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Pela primeira vez desde 2009, o petróleo desceu para menos de $50 (€42,6), por vários motivos. Mas o que, à partida, parece uma excelente notícia, não o será para a comunidade pelo activismo ambiental. Mas já lá vamos.

Uma das razões desta descida drástica do preço do petróleo deve-se ao aumento da oferta: Estados Unidos e Canadá estão a abrir a terra à procura de xisto betuminoso e os conflitos em alguns países produtores de petróleo acalmaram. Assim, os combustíveis estão mais baratos, as companhias aéreas fazem algum dinheiro e, nos Estados Unidos, os SUV estão de volta.

No entanto, nem tudo são boas notícias. Veja os prós e contras do petróleo barato.

 

MÁS NOTÍCIAS

Mais carros na estrada

Com os combustíveis tão baratos, cada vez mais pessoas estão a tirar os carros da garagem e conduzir. Dos €11 milhões (R$ 34 milhões) que os norte-americanos pouparam em combustível em Novembro e Dezembro, €4,2 milhões (R$ 13,1 milhões) foram reinvestidos em comprar mais combustível, de acordo com a Customer Growth Partners.

Mais petróleo queimado a longo prazo

As empresas preocupadas com o lucro a curto prazo irão comprar veículos e maquinaria convencionais, que dependem de petróleo. Também os políticos podem ser seduzidos a aprovar mais projectos e infra-estruturas como estradas, pipelines ou megaprojectos rodoviários.

Mau ano para as energias limpas

Com o petróleo tão barato, o investimento em energias limpas tem um concorrente de peso e, assim, poderá reunir menos investimento do que faria em condições iguais a 2014. Todas as soluções de energias renováveis desenvolvidas nos últimos anos podem, por mais uns anos, ficar na gaveta.

Mais acidentes rodoviários

Segundo a Federal Highway Administration norte-americana, as pessoas conduzem mais quando os combustíveis estão mais baratos, por isso deveremos esperar mais acidentes de viação em todo o mundo.

Mundiais de futebol em perigo?

Esta é só para quem gosta do desporto-rei. Rússia e Qatar, dois dos maiores produtores de petróleo do mundo, são os próximos organizadores do Mundial de futebol. Grande parte das suas receitas dependem do petróleo – será que o dinheiro para construir estádios e infra-estruturas irá faltar?

 

BOAS NOTÍCIAS

Formas poucos comuns de extracção de petróleo podem decair

Com o petróleo tão barato, os norte-americanos podem fazer uma pausa da pesquisa e extracção de petróleo de formas pouco comuns mas, simultaneamente, muito insustentáveis.

Outros sectores da indústria dos combustíveis fósseis ficam sem margem

Com o preço do petróleo tão baixo, projectos polémicos como o norte-americano Keystone XL deixam de fazer sentido financeiramente.

Taxa do carbono

Quando se fala em taxas de carbono, a primeira reacção dos consumidores questiona o que acontecerá ao preço dos combustíveis com tal opção. Como os preços estão tão baixos, poderá haver uma janela de oportunidade para lançar esta ideia na opinião pública.

Mais dinheiro disponível para as pessoas

É a principal boa notícia: o facto de os combustíveis estarem tão baratos pode dar um alívio financeiro a milhões e milhões de famílias em todo o mundo.

Movimento climático ganha tempo

O petróleo barato vai acalmar a procura por novas formas insustentáveis de extracção de petróleo, o que dá tempo ao movimento e activistas climáticos para trabalhar e tentar convencer políticos e governantes da importância das energias e infraestruturas renováveis.

Foto: shannonpatrick17 / Creative Commons

NOVO MATERIAL PERMITE LIMPEZA DE DERRAMES APENAS COM REDES DE MALHA

Mäyjo, 01.07.15

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Uma equipa de investigadores da Universidade Estatal do Ohio, nos Estados Unidos, desenvolveu uma malha em aço inoxidável bastante fina e flexível que num futuro próximo poderá ser utilizada para limpar derrames de petróleo.

Os microscópicos furos da malha permitem que a água passe através dela mas retêm o petróleo graças a uma camada quase invisível que reveste a sua superfície e que tem a capacidade de repelir o petróleo.

Nos testes laboratoriais, os investigadores misturaram água com petróleo e, posteriormente, filtraram a água através da rede. A água conseguiu passar para um recipiente colocado debaixo da malha, mas o petróleo ficou retido na superfície do material, o que permitiu a sua separação de forma bastante fácil, escreve o Phys.org.

Esta malha é uma das nanotecnologias inspiradas na natureza que está a ser desenvolvida na Universidade Estatal do Ohio. As suas potencialidades foram descritas num estudo publicado na revista científica Scientific Reports. Além de ser uma ferramenta útil para limpar derrames de crude, o material pode ainda ser utilizado para detectar depósitos de petróleo subterrâneos. “Se se aumentar a escala do material conseguir-se-á limpar um derrame com a malha”, indica Bharat Bhushan, professor na referida universidade norte-americana.

O desenvolvimento da malha foi inspirado nas pétalas da flor de lótus, cuja superfície repele a água mas absorve o petróleo. Para criar um efeito contrário, os investigadores optaram por cobrir a malha com uma camada repelente derivada de um polímero embebido com moléculas de surfactante.